Compras de Fim de Ano Sem Gastar Demais
As festas são uma armadilha de gastos não porque as pessoas sejam descuidadas, mas porque tudo na época empurra numa direção só: compre mais, compre com afeto, compre agora. Dá para ser generoso e festivo, sim, sem chegar em janeiro diante de uma fatura que você teme. O truque é decidir algumas coisas com antecedência e depois proteger essas decisões dos humores e acréscimos que se empilham pelo caminho.
O excesso geralmente não são os presentes que você planejou
Se você olhasse para trás em um gasto típico de fim de ano, os presentes planejados raramente são o problema. O estrago costuma vir das bordas — a coisa extra que você viu enquanto comprava o presente de outra pessoa, o "bom, já que estou aqui", o pequeno agrado para si que pareceu merecido. Essas são compras por impulso clássicas: repentinas, não planejadas e fáceis de justificar numa época que já é sobre dar. Nomeá-las é metade da defesa.
Defina o plano antes de estar no meio do turbilhão
A coisa mais útil que você pode fazer é decidir, num momento calmo, para quem você vai comprar e mais ou menos quanto quer gastar com cada um. Isso é um dispositivo de compromisso antecipado, e comprometer-se de antemão é uma das formas mais duráveis de autocontrole — você reduz a força de um impulso futuro resolvendo a decisão antes de ela chegar, em vez de tentar rebater o argumento dentro da loja (Hoch & Loewenstein, 1991). Uma lista de compras escrita, com nomes e um teto aproximado ao lado de cada um, transforma dezenas de decisões em aberto em um punhado de decisões já fechadas.
Fique de olho nos "um pra mim também"
Aqui está a proteção que a maioria dos conselhos sobre orçamento de presentes pula. Boa parte dos gastos de fim de ano é, na verdade, gasto por humor. Quando as pessoas estão de mau humor — e a época serve estresse, cansaço e nostalgia de sobra —, elas têm, de forma mensurável, mais probabilidade de recorrer a compras não planejadas para se sentir melhor (Atalay & Meloy, 2011). Essa mesma pesquisa é honesta ao dizer que esses agrados pessoais podem de fato levantar o humor e nem sempre são motivo de arrependimento, então isso não é sobre se privar. É sobre perceber quando o carrinho está, sem alarde, fazendo um trabalho emocional, para que você escolha o agrado de propósito em vez de no piloto automático. Mais sobre isso em gasto emocional e como parar o gasto emocional.
Coloque uma espera nos extras
Para qualquer coisa que ainda não esteja na sua lista — o acréscimo, o presente por impulso, a coisa para si mesmo —, dê a ela uma espera curta antes de ir para o carrinho. O impulso de comprar costuma subir num pico e depois passar, e a intensidade que você sente no momento raramente sobrevive a uma pausa (Hoch & Loewenstein, 1991). A regra das 24 horas é suficiente para a maioria desses casos. Os presentes planejados passam; os extras têm que conquistar seu lugar continuando a importar amanhã.
Um jeito gentil de segurar a linha
Como os extras de fim de ano que estouram um orçamento são justamente os que você não planejou — e o plano é o seu maior trunfo —, o que ajuda é uma pequena pausa nas compras não planejadas, para que o plano dê a última palavra em vez do humor. Essa pausa curta e privada entre querer e comprar é o que o ImpulseShield segura para você, no seu dispositivo.
Se você quiser a abordagem mais ampla, que segue valendo depois de dezembro, veja consumo consciente. E, para as promoções que dão a largada da temporada, como evitar compras por impulso na Black Friday.
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Referências
- Hoch, S. J., & Loewenstein, G. F. (1991). Time-Inconsistent Preferences and Consumer Self-Control. Journal of Consumer Research, 17(4), 492–507. https://academic.oup.com/jcr/article-abstract/17/4/492/1797243
- Atalay, A. S., & Meloy, M. G. (2011). Retail Therapy: A Strategic Effort to Improve Mood. Psychology & Marketing, 28(6), 638–659. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/mar.20404